As Bodas Alquímicas de Stairway to Heaven  

Posted by Tiago Cavalcante


“Stairway to Heaven” é a mais famosa canção da banda inglesa Led Zeppelin. Composta pelo guitarrista Jimmy Page e pelo vocalista Robert Plant para o quarto álbum de estúdio da banda, Led Zeppelin IV. Mas o que ela significa?

Para entendermos o significado da letra, precisamos colocar a música e o próprio Led Zeppelin dentro do contexto na qual ela foi escrita. Jimmy Page e Robert Plant. A música foi composta em 1970-71, bem no período onde Page morou em Boleskine e era dono de uma livraria especializada em ocultismo, a “The Equinox Booksellers and Publishers” e chegou a publicar alguns textos de Aleister Crowley, apesar de nunca ter se iniciado formalmente na Ordo Templi Orientis. Sabendo disso, podemos colocar a música em sua perspectiva correta: Assim como os graus nas Ordens que vieram da Rosa Cruz (como a Golden Dawn, por exemplo)todo o processo de evolução caminha na subida alegórica pela Escada Celestial (Starway) e é disso que a música trata.
There’s a Lady who’s sure,
All that glitters is gold,
And she’s buying a Stairway to Heaven.
(Há uma senhora que tem certeza que tudo o que brilha é ouro
E ela está comprando uma escadaria para o paraíso)


Esta “Lady”, ao contrário do que as pessoas imaginam, não é a Shirley Bassey (essa idéia apareceu em uma referência de Leonard tale no CD Australiano). A “Lady” que Robert Plant fala é Yesod, a Qualidade Universal do Espírito, a Princesa aprisionada dos contos de fada, a vontade primordial que nos leva á meditação, ao auto-conhecimento e ao início da Escada de Jacob, que é a Starway to Heaven, (Caminho das estrelas), trocadilho com o nome da música e que também foi utilizado em outros contextos para expressar as mesmas idéias, como por exemplo, no nome “Luke Skywalker” na Saga do Star Wars. Um dia falo mais sobre isso…
Na Mitologia Nórdica, a Lady é Frigga, também conhecida como Ísis, Maria, A Mãe, Iemanjá, Diana, Afrodite, etc… um aspecto de toda a criação e presente em cada um de nós.
Robert Plant fará novas referências a esta “Lady Who´s sure” em outras músicas (Liar´s Dance, por exemplo, que trata do “Book of Lies” do Aleister Crowley).
Ao contrário do senso comum, que diz que “Nem tudo que reluz é ouro”, esta Lady possui dentro de si a esperança e o otimismo para enxergar o bem em todas as coisas; ver que tudo possui brilho e que mesmo a menor centelha de luz divina dentro de cada um possui potencial de crescimento.
E dentro deste entendimento, ela vai galgando os degraus desta escada para os céus. Na Kabbalah, os 4 Mundos formam o que no ocultismo chamamos de “Escada de Jacob”, descrita até mesmo em passagens da Bíblia. Esta “escada” simbólica traz um mapa da consciência do ser humano, do mais profano ao mais divino, que deve ser trabalhada dentro de cada um de nós até chegar à realização espiritual.
Aqui que os crentes e ateus escorregam. Eles acham que deuses são reais no sentido de “existirem no mundo físico” e ficam brigando sobre veracidade de imagens que apenas representam idéias para um aprimoramento interior.
When she gets there she knows,
If the stores are all closed,
With a word she can get what she came for.



(Quando ela chega lá ela descobre que se as lojas estiverem todas fechadas
Com apenas uma palavra ela consegue o que veio buscar)
Aqui é mencionado o “verbo”, ou a “palavra perdida” capaz de dar criação a qualquer coisa que o magista desejar. A Vontade (Thelema) do espírito do Iniciado é tão forte que “quando ela chegar lá ela sabe que se todas as possibilidades estiverem fechadas, ela poderá usar a palavra para criar o que precisar”. Este primeiro verso coloca que a dama está trilhando o caminho até a Iluminação e tem certeza daquilo que deseja, ou seja, conhece sua Verdadeira Vontade..
There’s a sign on the wall,
But she wants to be sure,
’cause you know sometimes words have two meanings.



(Há um sinal na parede mas ela quer ter certeza
Porque você sabe que às vezes as palavras têm duplo sentido)
Ainda trilhando este caminho, a dama precisa ser cautelosa. Porque todo símbolo possui vários significados. Todas as Ordens Iniciáticas trabalham e sempre trabalharam com símbolos: deuses, signos, alegorias e parábolas. Os Indianos chamam estes caminhos falsos de Maya (a Ilusão) e em todos os caminhos espirituais os iniciados são avisados sobre os desvios que podem levá-los para fora deste caminho (ou o “diabo” na Mitologia Cristã).
In a tree by the brook
There’s a song bird who sings,
Sometimes all of our thoughts are misgiven.




(Em uma árvore a beira do riacho há um rouxinol que canta
Às vezes todos os nossos pensamentos estão errados)
A Árvore a qual ele se refere é, obviamente, a Árvore da Vida da Kabbalah, ou Yggdrasil, na Mitologia Nórdica, a conexão entre todas as raízes do Inferno (Qliphoth) e as folhas nos galhos mais altos (Runas). Brook (Riacho) também é um termo usado no Tarot para designar o fluxo das Cartas em uma tirada, e o pássaro representa BA, ou a alma em passagem, considerada também o símbolo de Toth (que, por sua vez, é o lendário criador do Tarot, ou “Livro de Toth”, segundo Aleister Crowley) então a frase fica com dois sentidos: literal, que é uma árvore ao lado de um rio onde há um pássaro; e esotérico, que trata de Toth, deus dos ensinamentos (Hermes, Mercúrio, Exú, Loki…) aconselhando o iniciado enquanto ele trilha a subida simbólica pela Árvore da Vida.
There’s a feeling I get when I look to the west,
And my spirit is crying for leaving.




(Há algo que sinto quando olho para o oeste
E meu espírito chora para partir)
O “Oeste” na Rosacruz, na Maçonaria e em várias outras Ordens Iniciáticas, representa a porta do Templo, os profanos ou a parte de Malkuth, o mundo material (enquanto o Oriente representa a luz, o nascer do sol). Ela não gosta do que vê e seu espírito quer trilhar um caminho diferente.
In my thoughts I have seen rings of smoke through the trees
And the voices of those who stand looking.




(Em meus pensamentos tenho visto anéis de fumaça atravessando as árvores
E as vozes daqueles que permanecem olhando)
Os anéis de fumaça são o símbolo usado para representar os espíritos antigos, os ancestrais dentro do Shamanismo. Os grandes professores e os Mestres Invisíveis que auxiliam aqueles que estejam dentro das ordens iniciáticas
And it’s whispered that soon if we all call the tune
Then the piper will lead us to reason.
And a new day will dawn for those who stand long,
And the forests will echo with laughter.




(E um sussurro avisa que em breve se todos entoarmos a canção
Então o flautista nos levará à razão
E um novo dia irá nascer para aqueles que suportarem
E a floresta irá ecoar com gargalhadas)
O “piper” é uma alusão ao flautista, ou Pan. O “Hino a Pã” é uma poesia de 1929 composta por Crowley (e traduzida para o português pelo magista Fernando Pessoa) que trata do Caminho de Ayin dentro da Árvore, que leva da Razão à Iluminação e é representada justamente pelo Arcano do Diabo no Tarot e pelo signo de Capricórnio, o simbólico Deus Chifrudo das florestas. As “florestas ecoando com gargalhadas” sugere que aqueles que estão observando (os Mestres Iniciados) estarão satisfeitos quando os estudantes e todo o resto do Planeta chegarem ao mesmo ponto onde eles estão e se juntarem a eles.
If there’s a bustle in your hedgerow,
Don’t be alarmed now,
It’s just a spring clean for the May Queen.




(Se houver um alvoroço em sua horta, não fique assustada
É apenas limpeza de primaveril da rainha de maio)
Esta parte não tem nada a ver com garotas chegando à puberdade. As mudanças referem-se à morte do Inverno e chegada da Primavera, que representa a superação das Ordálias e caminhada em direção à Verdadeira Vontade.
Yes there are two paths you can go by,
But in the long run
There’s still time to change the road you’re on.




(Sim, há dois caminhos que você pode seguir, mas na longa estrada
Há sempre tempo de mudar o caminho que você segue)
A lembrança de que sempre existem dois caminhos, e também uma referência ao Caminho de Zain (Espada, que conecta o Iniciado em Tiferet à Grande Mãe Binah, representada pelo Arcano dos Enamorados no Tarot). Separa a parte dos prazeres terrenos (chamados de “pecados” na cristandade ou de “Defeitos Capitais” na Alquimia) e o caminho da iluminação espiritual. A escolha é nossa e é feita a cada momento de nossa vida em tudo o que fazemos, e qualquer pessoa, a qualquer momento pode mudar de caminho (espero que do mais baixo para o mais elevado…)
And it makes me wonder.


(E isso me faz maravilhar)
Robert Plant coloca várias vezes esta frase na música, em uma referência ao Arcano do louco (e o Caminho do Aleph na Kabbalah), como o sentimento de uma criança que se maravilha com tudo no mundo pela primeira vez (no catolicismo “Vinde a mim as criancinhas”, Mateus 18:1-6 sem trocadilho desta vez). Este é a sensação que um ocultista tem a cada descoberta de uma nova galáxia ou maravilha do universo, ou novas invenções da ciência e a descoberta de novos horizontes. No hinduísmo, esta sensação tem o nome de Sattva (em oposição a Rajas/atividade ou Tamas/ignorância).
Your head is humming and it won’t go,
In case you don’t know,
The Piper’s calling you to join him.




(Sua cabeça lateja e não vai parar
Caso você não saiba, o flautista te chama para você se juntar a ele)
Nesta altura da música, já fica claro que quem a escuta está sendo guiado pela Lady através da Árvore da Vida em direção à Iluminação. O aspirante a Iniciado está sendo conduzido pelo caminho pelo soar da música. Ou, em um caso mais concreto, o mesmo tipo de música que este Blog toca para vocês…
Dear Lady can you hear the wind blow, and did you know,
Your stairway lies on the whispering wind.




)Querida senhora, pode ouvir o vento soprar?
E você sabia que sua escadaria repousa no vento sussurrante)
Esta frase tem duas analogias com símbolos muito parecidos, de duas culturas. O primeiro é a própria Yggdrasil, em cujas raízes fica um dragão (a Kundalini) e em cujo topo fica uma águia que bate suas asas resultando em uma suave brisa. A Águia representa o espírito iluminado (daí dela ser o símbolo escolhido pelos maçons americanos como símbolo dos EUA) e o vento é o elemento AR (Razão). Na Kabbalah, em um significado mais profundo, tanto os caminhos de Aleph (Louco/Ar) quanto de Beth (Mago/Mercúrio) que conduzem a Kether (Deus) são representados pelo elemento AR – O Led Zeppelin fala sobre águias em outras canções, igualmente cheias de simbolismo… algum dia eu falo sobre elas.
And as we wind on down the road,
Our shadows taller than our soul,




(E enquanto corremos soltos pela estrada
Com nossas sombras mais altas que nossas almas)
As Sombras, no ocultismo e especialmente nos textos do Crowley, são os defeitos ou aspectos negativos de nossa personalidade que mancham a pureza de nossa alma.
There walks a lady we all know,
Who shines white light and wants to show
How everything still turns to gold,




(Lá caminha uma senhora que todos conhecemos
Que brilha luz branca e quer mostrar
Como tudo ainda vira ouro)
O terceiro Caminho até Kether é Gimmel, a sacerdotisa, o caminho iniciado em Yesod (Lua) que passa novamente pelos Grandes Mistérios. A analogia com o Ouro é óbvia. O processo alquímico na qual transformamos simbolicamente o chumbo do nosso ego no ouro da essência.
When all are one and one is all,
Unity.
To be a rock and not to roll.




(Quando todos são um e um é o todo
Ser uma rocha e não rolar)
Quando finalmente ultrapassamos o Abismo, chegamos a Binah, que representa a Ordem (“rock” em oposição ao Caos, que é o “roll”, em um genial jogo de palavras). Na Umbanda, o orixá representado ali é Xangô, senhor das “pedreiras” e da certeza das leis imutáveis do Universo. Representa a mente focada no caminho, sem deixar-se levar por qualquer evento ou adversidade.
And she’s buying a Stairway to Heaven.


(E ela está comprando uma escadaria para o paraíso...)
Novamente, a mensagem de esperança… a Dama do Lago está sempre ali, criando oportunidades para todos os buscadores no Caminho da Libertação.

Qual é o coletivo de pensamentos?  

Posted by Tiago Cavalcante

“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és.
Saiba eu com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar”

- Johann Wolfgang von Goethe
Egrégora. Do grego “egregoroi”, do latim “gregariu”, do celta “egregor”, do francês “égrégor”, do alemão “eggregore”, do finlandês “egregoi”…
O senhor está acompanhando, seu zero-cinco?
Comecei este texto com uma brincadeira com o filme “Tropa de Elite” porque ele exemplifica bem o que é uma egrégora. Tanto o treinamento realizado pelos soldados do verdadeiro Bope quanto a capacidade que o filme teve de mexer com o inconsciente coletivo aqui no Brasil.
Mas… o que é uma Egrégora?
Uma Egrégora representa o conjunto de formas-pensamento de duas ou mais pessoas, voltado para uma determinada finalidade. O conhecimento a respeito de Egrégoras talvez seja uma das coisas mais importantes dentro do ocultismo. A Egrégora forma o coração e o espírito de todas as Ordens Iniciáticas e profanas. É ela quem protege e auxilia os magistas em seus trabalhos.
Mas vamos por partes.
Em primeiro lugar: o que vem a ser uma “forma-pensamento”?
Conforme eu havia explicado anteriormente, existem dimensões físicas fora do que chamamos “plano material”, que os ocultistas dominam há séculos mas que os cientistas ortodoxos ainda estão engatinhando em suas experiências. Nestas outras faixas vibratórias residem os pensamentos, emoções e conceitos, além dos chamados “fantasmas” ou “espíritos”. O plano sutil mais próximo do Plano Material é o Plano Astral.
Eu já comecei a falar sobre o Plano Astral nas postagens anteriores, mas como este assunto é demasiadamente extenso, com certeza voltaremos a ele ainda muitas vezes nas proximas colunas.
Por estarmos mergulhados neste oceano de vibrações eletromagnéticas sutis, nossos corpos de carne (que, como demonstrei na matéria sobre os Chakras, são verdadeiras transmissores e receptores eletromagnéticos) estão constantemente em ressonância com estas vibrações externas que se manifestam ao nosso redor.
Colocando em palavras mais simples: pensamentos, emoções e intenções são capazes de afetar diretamente as pessoas através destas ressonâncias. Podemos fazer uma analogia dos seres humanos como transmissores/receptores eletromagnéticos, cujos pensamentos afetam e são afetados pelo ambiente que nos cerca.
Podemos emitir determinadas vibrações através da vontade e do pensamento, mas também estamos sujeitos a receber e absorver emanações que estejam ao nosso redor.
Da mesma maneira que podemos interagir com o mundo físico através dos nossos sentidos objetivos (segurando uma caneta com nossas mãos, por exemplo), todos nós somos capazes de interagir e realizar ações no Plano Astral.
Para entender melhor, vamos fazer um exercício simples de visualização: Imagine uma taça de vinho tinto repousando ao lado do teclado. Mas não “pense” na taça… “visualize” esta taça… relaxe… respire calmamente, concentre sua mente e veja todos os detalhes da textura do vidro, a cor, o brilho, a transparência do copo, o reflexo da luz, a cor característica do vinho, imagine o cheiro delicioso… afaste todos os outros pensamentos e concentre-se apenas nessa taça. Imagine sua mão pegando esta taça, o aspecto liso e frio do vidro em contato com seus dedos, o líquido mexendo dentro da taça enquanto você a ergue no ar. Observe o vinho contra a luz… Dê um gole imaginário nesta taça e sinta o gosto do vinho na sua boca, o sabor adocicado enquanto o líquido preenche sua boca e o cheiro do bouquet invade suas narinas… se você fez direitinho, pode até mesmo estar com água na boca neste momento. E, durante um curto espaço de tempo, você acaba de criar uma forma-pensamento. Basta que, nesse momento, TODA a sua concentração estivesse voltada para esta criação.
Ocultismo magia egregoras Chakras  Qual é o coletivo de pensamentos?
Esta taça de vinho que você acaba de criar é tão sólida quanto qualquer objeto “real”, apenas existe em outra dimensão mais sutil e, portanto, a princípio, não interage com o plano físico. Em alguns instantes, ela será dissolvida e retornará ao que chamamos de “fluído astral”. Dependendo da emoção e da quantidade de tempo que você se dedicar a esta construção astral, ela acaba se cristalizando e passa a ficar ali, diante do computador, no exato local onde você a visualizou.
Saber como trabalhar estas construções astrais é algo importantíssimo, pois delas dependem os círculos de proteção, os rituais de banimento e de conjuração, gárgulas, templos astrais, defesas psíquicas, proteção contra vampiros energéticos e um campo aberto para facilitar suas projeções. Por esta razão, os exercícios de visualização e concentração que eu passei precisam estar dominados. A imaginação e a visualização devem fazer parte do arsenal básico de qualquer estudante de ocultismo.
Já uma egrégora é o conjunto de formas-pensamento criadas por um grupo, com uma mesma finalidade. Como disse aquele mago famoso da bíblia, “Onde dois ou mais se reunirem em meu nome, eu estarei entre eles”. Ou seja: quando duas ou mais pessoas se reúnem ao redor de um único objetivo, estas formas-pensamento se somam e geram algo maior, mais dinâmico. E quanto mais concentrados, intensos e constantes forem estes pensamentos, maior o campo de atuação desta egrégora. Aqui está o segredo e a base da Ritualística, ou seja, da repetição.
Aliás, a título de curiosidade, “ritual” vem do grego “Arithmos” (Número) da qual surge também a palavra “Aritmética” e “ritmo”, mostrando que matemática, música e magia sempre andaram de mãos dadas.
Para tentar explicar melhor o que seria “poluição mental” em contraparte a “egrégora”, tomemos estes dois desenhos. O primeiro mostra uma reunião de profanos/adormecidos, no qual cada um está tentando colaborar em uma reunião. Por mais interessados que estejam, a falta de disciplina e concentração faz com que a mente objetiva fique divagando entre problemas alheios ao grupo ao invés de dar vazão à mente intuitiva, ou superior.
Ocultismo magia egregoras Chakras  Qual é o coletivo de pensamentos?
Já em uma reunião onde se tenha estabelecido uma Egrégora (normalmente através de uma ritualística), todos os envolvidos estão empenhados em realizar um trabalho justo e perfeito e suas mentes fluem como uma única potência.
Ocultismo magia egregoras Chakras  Qual é o coletivo de pensamentos?
Quanto mais se repete a ritualística, maior e mais forte é a Egrégora; Quanto mais concentração se coloca nos pensamentos, maior e mais forte é a Egrégora; quanto mais emoção se coloca nesta ritualística, mais forte é a Egrégora. Em algum tempo, este verdadeiro colosso de energia mental/emocional/espiritual adquire “vida própria” e passa a auxiliar a causa para qual aquele grupo trabalha.
É bom notar que não apenas pessoas no Plano Material colaboram com a Egrégora, mas também as Pessoas que estiverem no Plano Astral (é extremamente comum que antigos mestres que já faleceram continuem a participar de reuniões dentro das ordens e instituições que faziam parte).
Por causa da Egrégora, Grupos Iniciáticos costumam se reunir sempre nos mesmos dias e horários da semana. Desta maneira, mesmo se um membro não puder comparecer, ele pode emanar pensamentos para colaborar na Grande Obra. O simples fato dele se posicionar mentalmente dentro do templo durante o período de trabalho já o coloca em sintonia com a egrégora que estiver ativada.
Abrindo e Fechando as Egrégoras
Muita gente sempre me pergunta como é que eu consigo fazer parte de uma dúzia de ordens iniciáticas sem ficar louco. A resposta para isso é simples: todo trabalho e operação ocultista é composta de três partes: a “Abertura dos Trabalhos”, o “Trabalho” e o “Fechamento dos Trabalhos”.
Fazendo uma analogia, pode-se imaginar a egrégora como sendo uma piscina (ou lago, ou mar, dependendo da egrégora). Quando vou nadar, eu me aproximo da piscina, retiro minhas roupas profanas, coloco paramentos adequados (shorts, maiôs, sungas, biquínis, pés de pato, snorquels, prancha de surf, bóias, etc… ), passo meu protetor solar e somente depois de todo o “ritual” é que estou preparado para nadar. Da mesma forma, quando saio da piscina, eu me enxugo, tiro a água do corpo, limpo o protetor solar, tomo um banho, visto minhas roupas e somente depois volto ao mundo profano. Ninguém entra na água de terno e gravata nem sai por ai andando de maiô no meio da avenida Paulista. Fazendo os trabalhos de abertura e fechamento de Egrégora corretamente, é possível freqüentar palestras na Rosacruz Áurea na quarta-feira, realizar um Esbath Wiccan na quinta-feira, visitar um Terreiro de Umbanda na sexta feira, participar de um ritual budista no sábado, de uma missa cátara/templária no domingo e de uma loja maçônica na segunda-feira sem ficar maluco. E, antes que alguém pergunte, este exemplo NÃO foi hipotético…
Ocultismo magia egregoras Chakras  Qual é o coletivo de pensamentos?
E esta ritualística de abrir e fechar egrégoras se repete em absolutamente todos os lugares: desde os maçons, rosacruzes e demolays que se paramentam para seus trabalhos até patricinhas e dançarinas de bailes funk que se vestem e se maquiam antes de sair para a balada, passando por médicos, bombeiros, policiais, professores, cientistas, trabalhadores que “batem cartão”, padres com suas batinas rezando uma missa, pais-de-santo com suas roupas brancas, médiuns kardecistas com seus aventais, sacerdotes e sacerdotisas wiccans com seus mantos (ou sem roupas), torcedores de times de futebol que vestem a camisa de sua torcida antes de irem ao jogo, lutadores que vestem seus kimonos antes de praticarem seus treinos e assim por diante. TUDO o que envolver estar “no mundo profano”, uma transição para um ato e um posterior retorno ao mundo profano está ligado diretamente a uma Egrégora. Assistir passivamente uma novela é pertencer a uma egrégora. O problema é selecionar quais delas você quer participar…
E qual a importância de fechar uma Egrégora?
Quando você abre os trabalhos em uma Egrégora, você se coloca em um estado mental compatível com as vibrações desta egrégora. Quando você retorna ao mundo exterior sem fechar os trabalhos, a egrégora continua exercendo influência sobre as suas ações e pensamentos. O problema com isso é que, dependendo do tipo e poder desta egrégora, a pessoa acaba sendo literalmente DOMINADA por estes pensamentos e emoções.
Vou dar alguns exemplos simples, mas bastante importantes:
Todo mundo deve conhecer pessoas que gostam de, no domingo, vestir a camisa do seu time, sentar na frente da TV, assistir uma partida de futebol e depois voltar aos seus afazeres normais. Times de futebol são egrégoras. Uma partida de futebol é um ritual de confronto entre duas egrégoras adversárias. Ao final dos “trabalhos”, os obreiros (torcedores) retornam às suas vidas normais, fechando as portas destas egrégoras. Por outro lado, todo mundo deve conhecer pessoas que não são capazes de se desligar disso, tornando-se literalmente escravas de seus times. Tatuam o símbolo do time no próprio corpo, agridem pessoas de outras egrégoras, gastam tempo e energia propagando ódio em emails, piadas, xingamentos, brigas e discussões com pessoas ligadas a outros times, passam a semana inteira gastando horas de pensamento preocupadas se o time está na zona de rebaixamento ou não ao invés de tomarem o controle das suas próprias vidas. Em pouco tempo, a vida desta pessoa está completamente dominada por esta egrégora. Um perfeito zumbi.
Vemos casos como este todos os dias nos noticiários.
Ocultismo magia egregoras Chakras  Qual é o coletivo de pensamentos?
Aliás, times de futebol são exemplos maravilhosos de egrégoras e do controle que elas podem exercer sobre as criaturas. Quando as pessoas se conectam a estas egrégoras, seus corpos se tornam unos com a idéia; alguns chegam até mesmo a morrer de ataques cardíacos durante finais de campeonato. Só quem já esteve em um estádio de futebol sabe o que é sentir esta energia fluindo e como a torcida faz diferença em uma partida de futebol.
Uma egrégora PODE fazer um jogador se contundir no meio da partida, errar um pênalti ou acertar um chute impossível… a egrégora influencia, mas não decide. Como disse certa vez o comentarista João Saldanha: “Se macumba ganhasse jogo, campeonato baiano terminava sempre empatado”.
Outro exemplo interessante são os fumantes: a egrégora do cigarro é absurdamente poderosa. Quando alguém pensa em abandoná-la, ela toma providencias para manter a mente da pessoa acorrentada. Some-se isso ao fato de que, cada vez que se acende um cigarro, alguma entidade astral “gruda” na pessoa para usufruir desta energia e com isto temos uma explicação muito precisa do por quê é tão difícil largar o vício.
Por outro lado, pode-se combater uma egrégora com outra egrégora. Quando um alcoólatra passa a freqüentar uma AA, ele passa a se conectar com OUTRA egrégora, que por sua vez é antagônica à egrégora da bebida. Uma pessoa que esteja ligada à AA possui MUITO mais chances de abandonar e vencer um vício do que uma pessoa que está tentando sozinha, pois sua força de vontade passa a ser acrescida do poder desta outra egrégora.
Mas, independente da guerra astral que está sendo travada, o ser humano vai ter a última palavra. Lembram que eu falei ali em cima que nosso corpo é um transmissor/receptor eletromagnético? Pois bem… serão as atitudes da pessoa que permitirão a influência da egrégora X ou Y, que determinarão se ela conseguirá sobrepujar o vício ou não. Existe uma máxima ocultista que diz “É impossível ajudar quem não quer ser ajudado” ou ainda “Não entregue pérolas aos porcos”. 
Se o nível mental da pessoa é baixo, ela vai ser dominada por toda a sua vida.
E claro que as “otoridades” sabem disso. Aliás, acham isto maravilhoso. As grandes companhias adoram estes conceitos. Os clientes vestindo suas marcas e repetindo seus slogans como se fossem bordões. As religiões caça-níqueis AMAM estes conceitos, e pode apostar que elas utilizam-se de todos eles para manter seus fiéis aprisionados.
Aprendendo a fechar as Egrégoras
Como vocês podem estar imaginando, a partir do momento que se tem consciência de como estas energias funcionam, torna-se simples. “Um horário para cada coisa e cada coisa no seu horário e local”. Sabendo trabalhar estas energias mentais, você perceberá que seus trabalhos renderão mais e seu nível de stress diminuirá consideravelmente.
Acostume-se a limitar os seus horários de trabalho. Quando estiver no seu horário de lazer, não pense no trabalho; quando estiver no trabalho, não pense no seu lazer. Concentre-se APENAS no que estiver fazendo, e faça direito.
Qual a relação de um iniciado com uma egrégora?
Muita gente se pergunta o que representa ser um iniciado. Um iniciado é alguém que foi ACOLHIDO por uma egrégora. Quando eu falo em uma Iniciação dentro da pirâmide ou de um círculo de pedra, ou de um batismo, quero dizer que o iniciado está entrando em contato com as chaves astrais que vão permitir a ele acessar estas egrégoras mais poderosas.
Ocultismo magia egregoras Chakras  Qual é o coletivo de pensamentos?
Em um momento de dificuldade, o iniciado pode resgatar energias desta reserva para auxiliá-lo no que precisar (e estiver de acordo com os preceitos da egrégora, claro).
Até as próximas postagens…
Enquanto isso, medite na pergunta abaixo:
Você é mesmo dono dos seus pensamentos?
Ou alguém está pensando por você?